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MFC Sportech - O que é melhor? Transmissões esportivas por TV ou canais oficiais dos clube?

13/07/2020 20:08

Estamos de volta para mais uma semana de Maringá FC Sportech, torcedor maringaense, e o tema desta vez tem dado o que falar nos canais esportivos e nas redes sociais: os direitos de transmissão no futebol brasileiro.

A conversa entrou em pauta no meio de junho, quando foi postada a Medida Provisória 984, que basicamente permite a negociação dos direitos de transmissão exclusiva ao mandante da partida. Anteriormente, os direitos eram divididos entre os dois clubes. A questão causou muita polêmica por ter diversos efeitos econômicos, políticos e comerciais para os torcedores, os clubes e também as emissoras.

Mas, afinal, qual o motivo de tanta discussão? Por que esse tema é tão importante e polêmico?

Vamos começar pelo mais importante: o torcedor. Para nós, que acompanhamos futebol toda semana na televisão ou pela internet, a negociação dos direitos de transmissão determina onde o jogo vai passar. Isso tem impacto direto no acesso ao conteúdo, que pode ser limitado. Além disso, vários fatores podem determinar quantas pessoas vão assistir ao jogo, desde o acesso a um aparelho de TV ou um pacote de assinatura, até à qualidade da internet, muito importante para acompanhar as partidas online.

Os clubes e as ligas são os donos dos direitos de transmissão, e em muitos casos esses direitos são fundamentais para o modelo de negócio no futebol. A receita que vem da TV, e mais recentemente de plataformas digitais, pode ser convertida em contratações ou uma melhoria no estádio, por exemplo. Em muitos casos é o principal ativo e fonte de receita da organização, e isso acontece na maioria dos esportes e por todo o mundo, não apenas no futebol brasileiro.

Já para as emissoras, seja um canal de TV ou uma plataforma digital de streaming, o importante é ter exclusividade. Geralmente, a partida só passa em um lugar, pois quem está transmitindo provavelmente pagou caro pelos direitos. Como toda a atenção vai para um só canal, isso atrai patrocinadores e anunciantes, que pagam por espaço de propaganda durante a transmissão. No mundo digital, muitas plataformas também cobram assinaturas para acessar o conteúdo.

Embora a televisão ainda seja o principal meio de transmissão e consumo de conteúdo esportivo, os meios digitais cresceram bastante. Vários clubes tradicionais na Europa têm seus próprios canais de TV, assim como as maiores ligas esportivas nos Estados Unidos. Essas organizações costumam também tem uma forte presença digital, principalmente em sites como o YouTube ou até mesmo com plataformas próprias de streaming.

Esse caminho é um pouco diferente do tradicional, mas faz muito sentido. O modelo de TV ainda domina, principalmente em países como o Brasil e os Estados Unidos. A maioria das casas tem pelo menos um aparelho de TV, e canais abertos dependem muito do esporte para sobreviver. Porém, o consumo de conteúdo e de entretenimento tem migrado para a internet, especialmente com o avanço de smartphones. Filmes, séries, livros e músicas podem ser rapidamente acessados de qualquer lugar, muitas vezes de graça e com alta qualidade. É natural que o esporte também siga esse caminho.

Além disso, hoje há muita possibilidade para consumir conteúdo. Plataformas como o próprio YouTube e a Netflix fazem sucesso, principalmente com os mais jovens. Os esports cresceram muito rápido, com sites como o Twitch, que transmitem os torneios mais importantes do mundo de graça, sem contar a possibilidade de qualquer um poder criar e transmitir seu próprio conteúdo.

Independentemente de MPs e discussões políticas entre dirigentes, é fundamental que os clubes se adaptem ao futuro e possam entregar valor aos seus torcedores como, quando e onde eles estiverem. O Maringá FC, por exemplo, transmitiu suas partidas na Série D em 2019 online, e a MCF TV no YouTube produz conteúdo exclusivo e de qualidade. O foco principal deve ser o torcedor. Iniciativas que possibilitem ao clube um relacionamento autêntico e profundo com seus torcedores, que permitam entendê-los melhor, devem ser priorizadas e incentivadas.

O que você achou do texto desta semana, torcedor tricolor? Qual a sua opinião sobre esse tema? Comente nas nossas redes sociais com a #MFCSportech e fique ligado nos nossos próximos posts.

 

Por Rafael Holtz

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