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MFC Sportech - A tecnologia na performance do Atleta e em benefício ao Clube

29/06/2020 19:55

Salve, torcedor Maringaense! Na semana passada falamos como a volta do Futebol pelo mundo tem usado a tecnologia para melhorar a experiência do torcedor (se você ainda não leu, pode conferir nosso Top 5 clicando aqui). Mas e dentro dos gramados? Como será que a tecnologia ajuda os atletas e o esporte dentro do campo? Para entender um pouco melhor é legal começar com uma rápida viagem no tempo.

No meio da década de 70 começou uma revolução silenciosa no esporte a partir do Baseball nos Estados Unidos. Até então, esse esporte era muito ligado aos dados de resultados e performances individuais de jogadores, mas foi nessa época que explodiu o uso e a quantidade de estatísticas para medir absolutamente tudo que acontecia durante um jogo. Quase trinta anos mais tarde, no começo dos anos 2000, alguns times com menores folhas salariais começaram a utilizar esses dados de maneira mais estratégica para competir contra as equipes mais ricas. Essa nova abordagem, chamada Moneyball (Jogo do Dinheiro, em tradução literal), foi tão única e revolucionária que mudou para sempre a relação do esporte com a tecnologia – e virou até filme de sucesso (O Homem que Mudou o Jogo)!

No futebol, o uso de dados de maneira mais estruturada e estratégica é um pouco mais recente. Ao longo dos anos, as principais mudanças no jogo vieram de times que fizeram história e esquemas táticos revolucionários, como a Hungria nos anos 50, o Brasil de 1970 e a lendária “Laranja Mecânica” do meio dos anos 70 ou pelo trabalho de técnicos consagrados, como mais recentemente Pep Guardiola e Jürgen Klopp. Klopp inclusive treina o Liverpool, atual campeão Inglês e Europeu, um time que possui estatísticos, matemáticos e até físicos trabalhando com ciência de dados para montar equipes vencedoras.

Esse trabalho é muito focado em como ajudar o treinador a escolher os melhores jogadores para cada partida. Quando se joga contra uma equipe que defende mais, os dados podem indicar o uso de um atacante mais rápido ou um meia que acerta mais passes ofensivos, por exemplo. Por outro lado, um analista de dados pode indicar um meia que prende melhor a bola quando se joga contra uma equipe que troca muitos passes no campo de ataque e realiza muitos desarmes com uma forte marcação sob pressão logo depois de perder a bola.

Além de escolher os jogadores certos para compor os 11 titulares, essa prática pode ajudar muito também quando é hora de contratar no mercado. Um time que perde um craque, seja na defesa ou no ataque, pode encontrar uma promessa começando a carreira que tenha estatísticas semelhantes ao jogador que foi vendido quando ele era mais novo. O uso de certos dados mais detalhados pode também indicar quais jogadores se encaixariam bem no elenco como boas peças de reposição para entrarem como substitutos durante uma temporada mais longa, qual dupla de volantes poderia ter mais sincronia, ou quais laterais se complementariam melhor.

O campo de análise de dados para a performance é muito grande, e cresce toda vez que passa uma nova rodada dos campeonatos pelo mundo. Afinal, quanto mais jogos, mais dados são criados, que alimentam e melhoram os modelos existentes.

Uma outra área que promete muito é a de saúde. Hoje existem tecnologias que ajudam os atletas de elite a terem dietas, planos de exercício e até mesmo rotinas de sono personalizadas, já que o corpo de cada um pode responder de maneira muito diferente. Esses planos focados no melhor para cada jogador podem melhorar bastante o resultado em campo, ajudando fatores desde a concentração até a resistência, por exemplo. Além disso, muitas vezes essas tecnologias desenvolvidas para atletas de elite chegam ao mercado um tempo depois, melhorando a saúde e o bem-estar de todos nós.

Por fim, de olho no futuro, um dos principais focos de estudo tem sido a identificação e prevenção de lesões. Embora ainda não exista uma solução definitiva nessa área, algumas empresas de tecnologia têm utilizado dados com sucesso para entender quais jogadores são mais propensos a lesões, em quais partes do corpo e por quê. Além disso, novas tecnologias surgem a cada ano, como o uso de realidade virtual para treinar atletas, a captura de estatísticas simplesmente através de vídeo ou o avanço da inteligência artificial para prever resultados de jogos.

 Gostou do texto desta semana, torcedor Tricolor? Conta pra gente qual dessas tecnologias você achou mais legal e também o que você quer saber mais sobre o futuro do futebol!

 

Por Rafael Holtz

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